Comida mais cara e combustíveis são vilões na inflação de Campo Grande

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo foi de 1,02% em abril, com influência da alta no preço da batata-inglesa e pressões da gasolina e óleo diesel no grupo dos transportes

CORREIO DO ESTADO / LEO RIBEIRO


Batata-inglesa foi o principal "vilão" da alimentação em domicílio, com alta acima de 20% - Marcelo Victor / Correio do Estado

Conforme atualização pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que mede a inflação de Campo Grande e demais localidades fechou em 0,67% nacionalmente e 1,02% na Cidade Morena em abril, com a batata-inglesa e combustíveis pressionando o bolso do campo-grandense durante o quarto mês de 2026.

Com o índice 0,37% acima da média nacional, esse valor de 1,02% fica também 0,09 ponto percentual (p.p.) acima do registrado em março (0,93%), sendo um acumulado de 2,63% neste ano e  3,08% nos últimos doze meses. 

Em um 'raio-x' sobre os grupos que impactam o Índice, os maiores pesos para o IPCA de abril foram registrados em: 

  • Alimentação e bebidas (variação= 1,86%; impacto de 0,41 p.p.),
  • Saúde e cuidados pessoais (variação= 1,08%; impacto de 0,14 p.p.) 
  • Transportes (variação= 1,04%; impacto de 0,23 p.p). 

Após figurar com a 2ª menor inflação nacional em fevereiro deste ano, com esse valor do IPCA de abril Campo Grande fica na décima terceira colocação entre as localidades pesquisadas, atrás de: 

  • Brasília - 0,16%
  • São Paulo - 0,55%
  • Vitória - 0,56%
  • Rio Branco - 0,56%
  • Belo Horizonte - 0,61%
  • Salvador - 0,64%
  • Curitiba - 0,66%
  • Porto Alegre - 0,67%
  • Rio de Janeiro - 0,73%
  • Fortaleza - 0,81% 
  • Recife - 0,82% e 
  • Aracaju - 0,84

Inflação em CG

Dentro do principal impacto do IPCA de abril na Capital, 'Alimentação e bebidas' já acumula alta de 3,21% no 1º quadrimestre de 2026, com as refeições em domicílio ficando 2,06% no registro mais recente. 

Nesse sentido, alguns itens aparecem como 'vilões' do grupo, como os impactos das altas sobre:

  • batata-inglesa (+23,81%);
  • repolho (+19,41%); 
  • cebola (+18,70%) e 
  • tomate (+10,11%)

Enquanto a alimentação fora do domicílio também registrou alta, de 1,30% em abril na Capital - influenciada pelos saltos de 1,63% e 0,36% para 2,92% e 0,58% nos preços dos lanches e refeições, respectivamente -, do outro lado da balança, o campo-grandense viu o mamão (-9,96%), o café moído (-1,71%) e o pão francês (-1,26%) ficaram mais baratos no mês de maio. 

Aqui cabe esclarecer que, além da maior variação mensal, o grupo de 'Alimentação e bebidas' também responde pelo maior peso na composição desse índice e, portanto, pode gerar maior impacto no cálculo da inflação em CG. 

O maior exemplo dessa base de cálculo, cabe citar, é observado junto ao grupo de Transportes, que não foi a segunda maior variação mensal mas possui peso o suficiente para ser o segundo maior impacto no IPCA de abril em Campo Grande. 

O aumento em Transportes (de 1,04%) resultou em um impacto de 0,23 ponto percentual no IPCA, influenciado pelas altas do: ônibus intermunicipal (7,27%), do óleo diesel (3,42%) e de gasolina (3,09%).

Esse cenário influenciado pela disparada nos preços  diesel e gasolina já vem sendo observado há algum tempo,  em um contexto de aumento recente dos combustíveis, influenciado pelo cenário internacional do petróleo

Em seguida, o 3° grupo com mais peso na medição do índice, Habitação (0,93%), apresentou a quarta maior variação no mês entre os grupos pesquisados, onde destacam-se os reflexos dos seguintes subitens:  cimento, que apresentou alta de 5,54%, e energia elétrica residencial (2,27%).