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Brasil registra 1.757 focos de incêndio, a maior parte na Amazônia

Dados são da 5ª feira (19.set.2024) e Estado com mais focos de incêndio é o Mato Grosso, com 652

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Setembro já acumula 65.649 focos de incêndio; na foto, área queimada

O Brasil registrava 1.757 focos de incêndio na 5ª feira (19.set.2024). Os dados são do sistema  BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgados nesta 6ª feira (20.set). A Amazônia concentra a maior parcela das ocorrências, com 852 –ou 48,5%.

Mato Grosso é o Estado que teve o maior número de queimadas, com 652 focos registrados em 24h. É seguido por Pará (309) e Tocantins (196).

Todos os 6 biomas do Brasil registraram a incidência de fogo. O Cerrado teve o 2º maior número, com 492 focos –28% do total.  

O Brasil encerrou o mês de agosto de 2024 com o pior número de queimadas em 14 anos. Foram 68.635 ocorrências –o 5º maior da série histórica, iniciada em 1998. Foi uma alta de 144% em relação ao mesmo período de 2023.

Setembro já acumula 65.649 focos de incêndio. Em 2024, são 192.700 ocorrências do tipo.

O país vive, além da alta dos focos de incêndio, uma seca histórica, com a pior estiagem em 44 anos, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), ligado ao MCTI (Ministério de Ciência e Tecnologia).

Entenda as causas:

A seca e a estiagem que afetam grande parte dos municípios são comuns no inverno brasileiro. A temporada teve início em junho e segue até o final de setembro. No entanto, a intensidade em que ocorrem na estação, este ano, é atípica. São 2 os fatores que mais impactam no cenário:

Na região da Amazônia, além dos focos de incêndio, a seca toma formas preocupantes. Os municípios amazônicos enfrentam cerca de 1 ano de estiagem. É a seca mais longa já registrada. São 3 as principais causas: