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Bebê quebra perna em creche e não recebe socorro, diz mãe

Menina de um ano e um mês teve uma fratura no fêmur. Segundo a mãe, problema ocorreu em creche da Vila Marari, zona sul de SP

R7 / SãO PAULO | GEOVANNA HORA*, DA AGêNCIA RECORD


Menina quebrou fêmur - Arquivo pessoal

Uma bebê de apenas um ano e um mês voltou para casa com a perna quebrada após ir à creche, na última quarta-feira (27), segundo denúncia da mãe dela. A menina estuda no Centro de Educação Infantil Dona Bela, na Vila Marari, zona sul de São Paulo.

A genitora relata que a bebê tinha brincado na noite anterior e estava ótima ao ser deixada na creche. No fim da tarde, a mãe foi buscar a menina e percebeu que ela estava com o corpo travado e encolhida. Ela perguntou para a professora o que havia acontecido, e a mulher disse apenas que a criança passou o dia chorando, mas não soube explicar o motivo.

A bebê tem uma deficiência no quadril e, por isso, ainda não consegue andar. Com medo de ser algo relacionado ao problema, a mãe levou a criança até um atendimento médico. 

Na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santa Catarina, a criança passou por exames que constataram uma fratura no fêmur.

O pediatra da UPA recomendou que a criança passasse por uma cirurgia para corrigir a fratura, mas, como a unidade não tinha estrutura para realizar o procedimento, ela foi transferida para o Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya.

A menina foi novamente examinada, e os médicos optaram por deixar a perna dela imobilizada por uma semana antes de definir se a intervenção cirúrgica será necessária.  

A avó paterna da menina foi até o CEI Dona Bela, na quinta-feira (28), para tentar conversar com os responsáveis pelo local e entender como a criança havia quebrado a perna, mas ninguém soube dar nenhuma explicação. Disseram ainda que a professora estava afastada.

A mãe registrou um boletim de ocorrência por lesão corporal no 80º Distrito Policial, da Vila Joaniza, onde foi solicitado que a menina realizasse exames no IML (Instituto Médico Legal). A criança foi até a unidade, mas devido às talas de imobilização não foi possível realizar o exame.

A mãe afirma estar indignada com a situação, pois a escola não prestou nenhum socorro à criança e ainda não sabe explicar como ela quebrou a perna.

A Agência Record solicitou uma nota à Prefeitura de São Paulo, mas ainda não obteve retorno.

*Estagiário sob supervisão de Leticia Dauer.